A prefeitura de Campinas publicou, no Diário Oficial desta sexta-feira, que vai punir com multa o Consórcio BRT Campinas, que era responsável pelas obras de construção de parte do corredor de ônibus rápido na região do Ouro Verde.
Segundo a publicação, o consórcio apresentou defesa, mas as informações não foram suficientes para que a punição, que, além da multa, também envolve o rompimento do contrato, fosse revertida.
O consórcio deixou de realizar três estações, um terminal, o Centro de Controle Operacional, alguns pequenos trechos viários, além de entregar dois terminais incompletos.
A empresa não cumpriu prazos e especificações técnicas do projeto.
No ano passado, o mesmo grupo já havia ficado quatro meses sem avançar nas obras e chegou a responder a outro processo de penalização.
Em atrássto, quando foi feito o anúncio do rompimento do contrato, o consórcio afirmou que não havia nenhum questionamento sobre a qualidade da obra executada, e que, devido a motivos externos, como a necessidade de desapropriação de terrenos e imóveis, fatores ambientais, falta de insumos durante a pandemia, a prefeitura prorrogou prazos, ainda não vencidos.
A CBN Campinas procurou a secretaria de Infraestrutura para saber se já é conhecido o valor total da multa, mas ainda não há definição.
O cálculo ainda vai ser feito em cima de quanto vai ter que ser desembolsado para contratar uma nova empresa que vai terminar o trecho, e não há prazo para o lançamento dessa nova licitação.