CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Creche na desativada Cervejaria Columbia continua só na promessa

Quem frequenta ou mora na região da Avenida Andrade Neves, em Campinas, convive com uma situação de contrastes. O trecho próximo ao Hospital São Luiz, que tem atrásra o BRT, está

Creche na desativada Cervejaria Columbia continua só na promessa
Quem frequenta ou mora na região da Avenida Andrade Neves, em Campinas, convive com uma situação de contrastes. O trecho próximo ao Hospital São Luiz, que tem atrásra o BRT, está em processo de revitalização e remodelação. Mas, alguns quarteirões antes, na altura das avenidas General Osório e Bernardino de Campos, o cenário é de degradação, […]

Quem frequenta ou mora na região da Avenida Andrade Neves, em Campinas, convive com uma situação de contrastes. O trecho próximo ao Hospital São Luiz, que tem atrásra o BRT, está em processo de revitalização e remodelação. Mas, alguns quarteirões antes, na altura das avenidas General Osório e Bernardino de Campos, o cenário é de degradação, com prédios abandonados e pichados.

No caso do prédio da antiga Cervejaria Columbia, na esquina com a Av. Bernardino de Campos, a situação é emblemática. No local, há dois anos, ainda no Governo Jonas Donizette, foi prometida a construção de uma creche, mas nada aconteceu até atrásra. 

Após o anúncio, a prefeitura informou ter iniciado um processo de adequação do projeto para fazer a projeção orçamentária e então iniciar a licitação. A promessa foi de que seriam 360 vagas. Esse prédio da antiga Cervejaria Columbia é tombado pelo patrimônio histórico da cidade e pertencia à Sanasa desde 2004, quando foi adquirido, após desapropriação da área pela ex-prefeita Izalene Tiene. 

A Sanasa tentou vender a antiga cervejaria em 2010 num leilão, mas não recebeu lances e o local está em estado de abandono há anos. O prédio tem 2 mil e 600 metros quadrados de área e perdeu até o telhado. Foi atingido por um incêndio, serviu de abrigo para pessoas em situação de rua e precisou ter as paredes escoradas para não cair.

Para a moradora, Lia Cleofas, o abandono do local contribui com a criminalidade. Em 2004, quando pertencia à AmBev, a Sanasa pagou R$ 750 mil na desapropriação amigável. A ideia, na época, era criar o Museu da Água, mas o projeto não foi adiante.

A Prefeitura de Campinas informou que ainda não tem uma data para o início das obras de construção da creche, mas o terreno já foi desapropriado pela Prefeitura e vai passar por um estudo de adequações e impactos, levando em conta que se trata de uma área tombada e por isso, deve seguir todas as determinações do Condephaat e estruturas como as paredes não poderão ser demolidas. 

Logo que o órgão der o parecer favorável ao estudo, a Secretaria Municipal de Educação começa o projeto de construção da creche e, após finalizado, segue para licitação. Os estudos já apontaram a necessidade de mudanças da rede de esgoto.

Compartilhe

Conteúdos