Quando a nova licitação dos ônibus do transporte coletivo de Campinas finalmente sair, o sistema de cobrança da tarifa vai ser diferente. Não que vá mudar algo na catraca, não é isso. É a definição de quanto vai custar a passagem de ônibus.
Hoje, as empresas, por meio do SetCamp e Transurc, levantam os custos e oferecem um valor geralmente duas vezes maior do que o da tarifa atual. Com um novo projeto que foi encaminhado à Câmara de Vereadores, a proposta é que a prefeitura assuma essa decisão de definir para quanto vai o preço.
O presidente da Emdec, Vinícius Riverete, comenta que até a forma de avaliação vai ser diferente. Hoje, tudo é baseado no custo.
Se a lei for aprovada, a ideia é que a tarifa só aumente se houver qualidade no serviço com uma fórmula matemática, que prevê 75% de recomposição dos custos e 25% para a qualidade do serviço.
Essa ideia de usar a qualidade do serviço como uma das bases do reajuste da tarifa não é exatamente nova no país, mas em Campinas é a primeira vez que é pensada, e que se tornou um projeto de lei.
Isso também significa que, se a prefeitura quisesse, por exemplo, poderia cobrar R$ 2 pelo ônibus. Só que o subsídio teria que compensar o restante do valor. Esse pagamento adicional, que já é feito hoje, não vai acabar, e é defendido por Riverete.
O projeto enviado à Câmara prevê que o sistema de bilhetagem, mesmo passando para a prefeitura a partir de atrásra, possa ser concedido, caso seja de interesse da administração.
