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Operação ‘La Casa de Papel’ cumpre mandados em Campinas

A Receita Federal e a Polícia Federal cumprem nesta quarta-feira mandados de busca e apreensão na região de Campinas contra uma quadrilha que se especializou em captar recursos de investidores

Operação ‘La Casa de Papel’ cumpre mandados em Campinas
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Receita Federal e a Polícia Federal cumprem nesta quarta-feira mandados de busca e apreensão na região de Campinas contra uma quadrilha que se especializou em captar recursos de investidores com o pretexto de aplicar o dinheiro em minas de diamantes, vinhos, viagens e energia.

A apuração começou depois da prisão em flagrante de dois componentes do grupo e de um segurança particular deles, no ano passado, em Dourados, Mato Grosso do Sul. Eles transportavam US$ 100 mil em esmeraldas, sem a documentação obrigatória.

Com o passar das investigações, foi possível verificar que os envolvidos tinham relação com uma entidade religiosa, o que possibilitou a identificação de outros envolvidos.

O grupo criou uma rede de seguidores e colaboradores na internet, ‘recrutando’, especialmente, residentes na América Latina.

O esquema movimentou milhões de dólares e prejuízos para mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo, alegando ataque de “hackers”, auditorias e mentiras.

O grupo tem uma pessoa jurídica que criou uma criptomoeda própria, só que sem qualquer autorização para funcionar como instituição financeira.

Aqui na nossa região os mandados foram cumpridos em Campinas e Porto Feliz, na região de Sorocaba em um dos alvos da operação.

Os investigados ostentam uma vida luxuosa nas redes sociais. Postam imagens de viagens internacionais para Dubai, Cancún e Europa. Mostram veículos importados de altíssimo padrão, ostentam muito ouro, roupas de grifes de altíssimo padrão, pagamento de camarotes de shows e fotos acompanhados com personalidades conhecidas.

O nome da operação é “La Casa de Papel”, em analogia à série de TV e pelo fato da quadrilha ter criado a própria casa da moeda.

Foi determinada a suspensão das atividades econômicas de 26 pessoas jurídicas, inclusive de uma igreja utilizada na movimentação e lavagem de dinheiro do esquema financeiro. As ações acontecem nos Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Maranhão e Santa Catarina.

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