O projeto para a construção de sete piscinões para evitar enchentes em Campinas não tem previsão para sair do papel porque a prefeitura não conseguiu captar os R$ 600 milhões necessários para realizar as obras.
O vereador Cecílio Santos, do PT, foi relator da Comissão Especial de Estudos que foi criada para analisar e propor intervenções para combater alagamentos. Em relatório final, ele apontou 56 ações necessárias, mas também não há previsão de recursos para realizá-las.
O projeto que prevê a construção de sete piscinões foi apresentado em março deste ano pelo prefeito Dário Saadi. A previsão era de que as obras acabariam com as enchentes em locais como Avenidas Orosimbo Maia, Norte Sul e Princesa D’Oeste. Por essas vias passam os córregos Serafim e Anhumas que transbordam quando o volume de chuva chega próximo aos 40 milímetros.
A promessa era de que Campinas suportaria 115 milímetros de chuva após a conclusão do projeto. Alguns dos piscinões seriam construídos na área do CT do Guarani – com capacidade de armazenamento de 150 mil metros cúbicos de água – na Praça Ralph Stettinger, na Norte Sul, na região da Nova Campinas – com 100 mil metros cúbicos – e na Praça da Ópera, atrás do Mercado Municipal, com 80 mil metros cúbicos.
Na época do anúncio, a prefeitura informou que o investimento seria de R$600 milhões, e que o valor seria captado junto aos governos federal e estadual, além de organizações internacionais, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
A CBN Campinas entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Infraestrutura, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.