O cenário de destruição, dias após uma figueira branca de 35 metros despencar do Bosque dos Jequitibás, deixando um homem morto, ainda é visível na Rua General Marcondes Salgado.
Na manhã da última quarta-feira, 28, essa árvore caiu e atingiu o carro de Guilherme da Silva de Oliveira, de 36 anos. Ele morreu no local e o corpo foi retirado só no fim da tarde por causa da dificuldade de remoção da árvore centenária.
Além dessa fatalidade, a figueira atravessou a avenida e atingiu imóveis que estavam do outro lado da via, destruindo quase totalmente um escritório, onde não havia ninguém no momento da queda, e de forma parcial uma residência, onde a única moradora, uma senhora de 83 anos, foi retirada sem ferimentos.
Uma equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo foi até a casa dessa idosa e vistoriou o local. Os engenheiros optaram pela interdição total do imóvel por conta dos danos estarem na parte do acesso à casa e pelo risco futuro de desmoronamento do telhado, que está exposto, com a continuidade das chuvas.
Como é procedimento padrão nestes casos, os responsáveis foram notificados pela Prefeitura a colocar o imóvel em condições de estabilidade e segurança, recuperando a estrutura abalada.
O problema é que os donos dos imóveis vão ter que pagar pela reforma, para só depois, eventualmente, pedir o reembolso. A moradora, que é aposentada, já disse não ter condições de arcar com a reforma.
Em relação a queda da árvore, a prefeitura já investiga as possíveis causas para esse despencamento. Inicialmente, a prefeitura disse que o solo encharcado pelo excesso de chuva, rajadas de vento e características da árvore apontam como as possíveis causas da ocorrência.
Em entrevista à CBN Campinas na manhã desta quarta-feira, o Prefeito de Campinas, Dário Saadi, disse que a administração faz um monitoramento das árvores e que essa, aparentemente, estava saudável