Corte de árvores no Bosque dos Jequitibás gera polêmica

Foto: Arquivo CBN/Guilherme Pierangeli

A Secretaria Municipal de Serviços Públicos de Campinas iniciou nesta semana uma operação de poda das copas de árvores que ficam nos limites externos do Bosque dos Jequitibás. Estão sendo cortados os galhos que ultrapassam o limite da cerca do parque municipal, e a pasta informou que a medida visa reduzir o peso das árvores.

Também foi iniciado um estudo especial das condições das árvores do parque. Essas medidas preventivas ocorrem após as quedas de três árvores do Bosque na última semana do ano passado, incluindo o caso no qual uma figueira branca de cerca de 35 metros caiu sobre um carro na Rua General Marcondes Salgado, matando o motorista, que tinha 36 anos.

Árvore torta na rua Uruguaiana, no Bosque – Foto: Guilherme Pierangeli

Mas a questão da poda, ou corte das árvores, está gerando polêmica. De um lado, moradores e comerciantes do bairro que se preocupam com novas quedas, e de outro, ativistas ambientais. A aposentada Derli Azevedo mora há mais de 40 anos nos arredores do Bosque, e próximo à casa dela há um ponto da rua Uruguaiana em que há uma grande árvore na calçada, que está pendendo sobre a rua. Ela demonstra preocupação com a situação dessas árvores. “Na época de chuvas fortes, incontroláveis, aí acontece mesmo por aqui, não tanto como ultimamente, eu moro aqui, se cair uma árvore muito alta vai cair no meu quintal”.

Mas ativistas ambientais, como o técnico em segurança do trabalho, Paulo Olivieri, contestam a forma na qual os trabalhos estão sendo realizados. “O que nós estamos vendo são podas feitas em Campinas por empreiteiras onde o encarregado no local é o motorista da empresa, sem que se passe selante ou qualquer outro produto que evite que a árvore fique doente futuramente”. Eles afirmam ainda que os cortes das árvores só acontecem agora devido à falta de ações de manutenção e prevenção da Prefeitura anteriormente.

O Secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, destacou que estamos vivendo um momento de mudança climática, onde não há mais chuvas regulares, e sim chuvas intensas de forma esporádica. Sobre o trabalho relacionado às árvores, ele afirma que não há nada de errado no procedimento realizado. “Não tem fundamento pois a técnica indica exatamente qual a galhada que pode ser podada, além de fazer os curativos necessários no tecido vegetal no local da poda, estamos seguindo o que a bibliografia indica, treinamento os funcionários têm, feito por engenheiros agrônomos, e tenho um biólogo acompanhando a equipe”.

Ele afirmou ainda que a árvore citada na rua Uruguaiana cresceu de forma torta por ter ido em busca da luz, e que isso é natural, e que a situação das raízes indicam que não há risco de queda. Segundo a Prefeitura, após a conclusão do trabalho nas árvores do Bosque que ficam sobre rua General Marcondes Salgado, o mesmo procedimento será feito nas ruas Pedro Alvares Cabral e Uruguaiana.

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