CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Locatário poderá ter que pagar mais diárias caso não consiga deixar litoral

As fortes chuvas no litoral paulista no último fim de semana provocaram dezenas de mortes, além da destruição de casas, ruas, avenidas, e até trechos de rodovias. Com isso muitas

Locatário poderá ter que pagar mais diárias caso não consiga deixar litoral
Foto: Rafael Lara/CBN

As fortes chuvas no litoral paulista no último fim de semana provocaram dezenas de mortes, além da destruição de casas, ruas, avenidas, e até trechos de rodovias. Com isso muitas pessoas ficaram isoladas, sem ter como sair de onde estavam. Muitos turistas que desceram a serra para aproveitar o período de carnaval no litoral norte se viram nesta situação.

Mas como é que fica o aluguel de temporada caso a pessoa não consiga deixar o imóvel na data acordada? Ela terá de pagar novas diárias? O advogado Renato Savy, que preside a comissão de Direitos e Valores Imobiliários da OAB Campinas, afirma que tudo é negociável e o bom senso deve sempre prevalecer, mas que o locatário pode ter sim de arcar com o pagamento de novas diárias. “Quando a pessoa está lá e não tem como sair, é força maior ou caso fortuito, então ele vai ficar, mas vai pagar o tempo que ficar, não pode não pagar, pois não é culpa nem de um nem de outro, então negocia-se e continua a pagar a diária do imóvel”.

Há também o caso das pessoas que iriam ao litoral norte, mas diante dos acontecimentos acharam melhor cancelar a ida, uma vez que muitos imóveis estão em locais de difícil acesso. Neste caso o locatário teria direito ao reembolso integral. “Nesse tipo de caso o locador deve devolver qualquer tipo de depósito, pois ele não tomou posse do imóvel, então deve-se devolver o valor e rescindir o contrato”.

Outra questão é a responsabilidade sobre os problemas sofridos pelos locatários por conta das chuvas. Segundo o advogado, não é possível responsabilizar os donos de um imóvel pelos danos dada a impossibilidade de previsão deste tipo de situação, e inclusive o poder público não costuma ser responsabilizado neste tipo de caso.

Savy reforça que diante de todos os cenários, o que melhor caminho é o bom senso, havendo negociação entre as partes, e assim evitando a judicialização dos problemas.

Compartilhe

Conteúdos