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Polícia Federal faz operação contra fraude financeira em Campinas e Paulínia

A Polícia Federal de Campinas faz, nesta quarta-feira, a Operação Rompot, para investigar a prática de crimes financeiros praticados por meio da venda de robôs de investimentos e operações de

Polícia Federal faz operação contra fraude financeira em Campinas e Paulínia
Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal de Campinas faz, nesta quarta-feira, a Operação Rompot, para investigar a prática de crimes financeiros praticados por meio da venda de robôs de investimentos e operações de câmbio não autorizadas.

Três mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos: dois em Paulínia, e um em Campinas.

A investigação começou em fevereiro deste ano a partir de denúncia ao grupo especializado em investigações de crimes contra o sistema financeiro da Polícia Federal em Campinas.

Os investigadores analisaram um perfil público em redes sociais que oferece sistemas automatizados de investimento, conhecidos como robôs.

Esses robôs estariam integrados a uma plataforma de corretora estrangeira, realizando automaticamente operações financeiras com opções binárias, modalidade de investimento de alto risco e não-regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários.

O próprio uso e comercialização desses robôs são regulados pela CVM, o que não acontecia em relação ao perfil investigado.

Para dar suporte às operações em corretora estrangeira, um suposto empresário oferecia uma plataforma de câmbio de moeda, também sem autorização legal.

Durante a investigação, os policiais federais perceberam que ele se mudava frequentemente de endereço e que carros de luxo e outros bens eram registrados em nome de terceiros. Uma Ferrari foi apreendida pela Polícia Federal.

O homem não foi preso.

Foram identificados, ainda, diversos registros de pessoas que podem ter sido lesadas pelos sistemas ofertados pelo investigado.

O nome da operação é a palavra grega para robô.

As penas máximas previstas para os crimes praticados contra o mercado de capitais e contra o sistema financeiro, ora investigados, se somadas, podem chegar a doze anos de prisão e gerar multa equivalente ao dano causado.

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