A Polícia Federal faz, nesta quinta-feira, a Operação Deep Bank, para reprimir crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, como operações de evasão de divisas, fraudes em contratos de câmbio e operações irregulares de instituições financeiras.
A investigação começou após a análise de documentos apreendidos na Operação Cash Box, em maio de 2021, quando se constatou que uma empresa, com sede em Amparo, atuava como correspondente bancário. Em 2019, eles chegaram a movimentar R$ 84 milhões, valor não justificado pela instituição.
De acordo com o delegado da PF, Edson de Souza, essa empresa utilizava do dinheiro do pagamento de contas de luz, água e outros boletos, para fornecer dinheiro em espécie a operadores financeiros paralelos.
Além disso, foram colhidos indícios de que a empresa passou a comercializar moeda estrangeira sem autorização, além de intermediar operações de evasão de divisas, conhecidas como dólar-cabo.
Segundo o delegado, esse correspondente bancário lucrava por meio de uma porcentagem que recebiam da lavagem de dinheiro.
A operação desta quinta-feira tem o objetivo de apurar, principalmente, a prática dos crimes de evasão de divisas e operação irregular de instituição financeira, sendo direcionada para alguns dos clientes deste correspondente bancário, que se utilizaram dos serviços para ocultar transações bancárias e efetuar remessas ilegais de dinheiro para o exterior.
São cumpridos 8 mandados de busca e apreensão em Campinas, Amparo, Pedreira e Santos. Foram apreendidos R$ 40 mil, aparelhos eletrônicos e um carro do modelo Honda Civic. Além das buscas, a Justiça Federal autorizou o bloqueio de bens e valores dos envolvidos no montante de R$ 129 milhões.
A soma das penas dos crimes constatados durante a investigação, todos contra o Sistema Financeiro Nacional, podem chegar a 26 anos de prisão.
O nome da operação faz alusão à deep web para demonstrar um submundo bancário. Essa é a sexta operação contra o crime financeiro. Nessas ações já foram congelados mais de R$ 1 bilhão.