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Justiça condena segurança de atacadista que fez homem tirar roupa para ‘provar’ furto

A 2ª Vara Criminal da Comarca de Limeira condenou um segurança que fazia parte de uma rede atacadista no município por discriminação e preconceito racial contra um cliente. O caso

Justiça condena segurança de atacadista que fez homem tirar roupa para ‘provar’ furto
Foto: Arquivo/CBN Campinas

A 2ª Vara Criminal da Comarca de Limeira condenou um segurança que fazia parte de uma rede atacadista no município por discriminação e preconceito racial contra um cliente.

O caso aconteceu em 6 de atrássto de 2021, quando o metalúrgico Luiz Carlos da Silva foi acusado de furto e abrigado a tirar parte da roupa no supermercado na rede atacadista Assaí, que fica no Centro da cidade.

A rede atacadista informou, na época, abriu um processo interno de apuração, realizado o afastamento do empregado responsável pela abordagem e, dias depois, formalizada a demissão do segurança.

O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que a pena foi fixada em um ano de prestação de serviços à comunidade, a ser realizado em uma entidade a ser indicada por associações de defesa de direitos de afrodescendentes, e pagamento de 10 dias-multa.

Como a situação estava demorando para se resolver, o homem se desesperou e começou a se despir para comprovar que não havia furtado, cena que foi presenciada por diversos consumidores.

Uma terceira pessoa teria visualizado a vítima e pedido para que o segurança fizesse a abordagem.

O advogado de defesa do segurança considera a sentença injusta e que vai recorrer da decisão. Ele disse que, no momento do ocorrido, o segurança estava cumprindo ordens.

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