A estudante de 22 anos morta após ser atingida por um ultraleve em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, estudava na Escola de Cadetes do Exército de Campinas e tinha saído da cidade para visitar os pais após desfilar no 7 de setembro.
Caroline Kethlin de Almeida Ribeiro e o pai foram caminhar na pista do Aeroclube de Nova Iguaçu, quando ela foi atingida por um ultraleve que estava fazendo um pouso no local. Caroline teve morte cerebral e a família decidiu doar os órgãos.
O aeroclube não tinha autorização para funcionar, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Na segunda-feira, a Polícia Civil do Rio fez uma perícia no ultraleve. O modelo, da década de 1990, tem 12 metros de envergadura. Ele precisa de menos de 200 metros de pista para decolar e chega a 350 metros de altura, atingindo até 80 quilômetros por hora. O modelo é de categoria abaixo de 200 kg e leva até 2 pessoas.
O piloto apresentou a documentação e, de acordo com os peritos, ele estava fazendo testes com o ultraleve.
Segundo especialistas, antes de voar, o piloto precisa fazer o ajuste do equipamento. Caroline foi atingida a cerca de 300 metros da pista de intercessão.