A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou, nesta quinta-feira, mais um caso de febre maculosa na cidade. A vítima é um homem de 72 anos, que esteve no bairro Recanto dos Dourados. Ele foi tratado sem a necessidade de internação e já passa bem.
Com esse, Campinas chega a 10 casos de febre maculosa em 2023, praticamente se igualando ao ano passado, quando foram 11 casos. Tanto neste ano quanto em 2022, o município contabilizou sete mortes.
Entre maio e junho deste ano, um surto da doença foi registrado em uma fazenda localizada no Distrito de Joaquim Egídio. No local são realizados shows e eventos.
Várias providências foram tomadas com o objetivo de aumentar a segurança das pessoas que circulam por áreas de mata e parques municipais.
Uma delas foi a sanção da lei 16.418, que obriga os estabelecimentos, produtores, promotores e organizadores de eventos realizados em locais sujeitos à presença do carrapato-estrela a informar sobre o risco de febre maculosa. Para atender à lei, foi realizada uma capacitação para orientar e esclarecer dúvidas destes profissionais.
Além disso, reforçou todas as ações de comunicação, informação e mobilização contra a febre maculosa nos parques públicos com aumento de placas e distribuição de cartazes para farmácias e centros de saúde nas imediações de áreas consideradas de risco.
A febre maculosa é uma infecção grave, transmitida pelo carrapato estrela infectado.
Caso a pessoa passe por áreas de vegetação onde há presença de cavalos e capivaras, deve ficar atenta, por cerca de 15 dias, aos sintomas da doença (febre, dor de cabeça, dor intensa no corpo, mal-estar generalizado, náuseas, vômitos e, em alguns casos, manchas vermelhas pelo corpo).