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Polícia indicia duas pessoas pela morte de fotógrafa em Cosmópolis

Duas pessoas foram indiciadas pela morte da fotógrafa Roberta Correa, de 44 anos, que faleceu durante a aplicação de um endolaser em Cosmópolis.  A biomédica Vanuza de Aguilar Takata e

Polícia indicia duas pessoas pela morte de fotógrafa em Cosmópolis
Foto: Arquivo pessoal

Duas pessoas foram indiciadas pela morte da fotógrafa Roberta Correa, de 44 anos, que faleceu durante a aplicação de um endolaser em Cosmópolis. 

A biomédica Vanuza de Aguilar Takata e a esteticista Isabella Dourado Fernandes serão indiciadas por homicídio com dolo eventual (sem a intenção de matar, mas por terem assumido o risco) e por omissão de socorro. 

Após analisar o laudo, o delegado, Dr Fernando Periolo, descartou que uma doença pré-existente pudesse ter ocasionado a morte. Além disso, “a demora para ofertar oxigênio e o suporte clínico adequado foram decisivos para o desfecho fatal”. 

A Polícia Civil encerrou a fase de depoimentos na investigação a respeito da morte da fotógrafa no dia 25 de outubro. Depois disso, o delegado responsável pelo caso, aguardava o resultado do laudo sobre a causa da morte da paciente para concluir o inquérito.

No total, foram ouvidas 11 pessoas, entre elas a biomédica e a esteticista, que realizavam o procedimento quando Roberta começou a passar mal.

A vítima procurou a clínica onde Vanuza trabalhava no dia 9 de outubro, para fazer um endolaser, técnica que usa laser para remover gordura localizada e diminuir a flacidez. Ela teve uma parada cardíaca e morreu no dia 13 de outubro, após ficar internada na Santa Casa de Cosmópolis. 

A fotógrafa teria sentido um mal-estar logo após a aplicação da anestesia feita por Isabella. A clínica fica a cerca de 350 metros da Santa Casa de Misericórdia de Cosmópolis e a família diz que houve demora para pedir o resgate. O local foi lacrado após constatação de que não tinha autorização para realizar o procedimento estético.

Na época, a defesa de Vanuza alegou que a anestesista, que se apresentava como biomédica, na verdade era esteticista e cosmetóloga. Essa foi a primeira vez que ambas trabalharam juntas. Em relação ao laudo, o advogado da Vanuza afirmou que ela só vai se manifestar nos autos do inquérito policial, já que a decisão de indiciamento envolve apenas matéria técnica. 

Já o advogado de Isabella informou que por se tratar de termos técnicos, o laudo foi encaminhado para um médico especialista que vai avaliar e traduzir o documento. Assim que ele souber os fundamentos do indiciamento, vai avaliar se apresenta o caso a sua cliente. 

Ele reforçou também que ela possui todas as habilitações profissionais exigidas em lei, incluindo o curso para aplicação de endolaser, e que os documentos que comprovam isso foram entregues à polícia.

As duas também afirmaram em seus depoimentos que aprenderam técnicas de primeiros socorros em cursos que fizeram, mas optaram por acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para levá-la a um hospital.

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