O Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu um recurso do Ministério Público Estadual e determinou a prisão preventiva do empresário José Peres, de 54 anos.
Ele é acusado de matar o motorista de aplicativo Jean Carlos Santos Novais, de 26 anos, em abril deste ano em Campinas.
Segundo a Polícia, a vítima foi morta por asfixia e enterrada em uma praça em frente à loja “O Rei do Queijo”, de propriedade do acusado, no bairro Vila Nova.
José Peres foi denunciado e respondia ao processo em liberdade, quando a Justiça de Campinas havia negado o pedido de prisão dele.
Na decisão mais recente, a maioria dos desembargadores do TJ entendeu que a prisão de José Peres é necessária para preservar a ordem pública, o andamento do processo e assegurar a aplicação da lei penal.
Segundo a denúncia do Ministério Público à Justiça, Jean foi até a loja de José Peres cobrar uma dívida de R$ 50 mil. O homem afirmou à polícia que matou o motorista durante a manhã.
José levou a vítima até o piso superior e a matou por asfixia.
Primeiro, o corpo ficou escondido dentro do apartamento que fica na parte de cima do comércio. Durante a noite, o suspeito enterrou a vítima na praça, após cavar uma cova com a ajuda de um funcionário, que pensou estar abrindo uma vala para um cachorro.
Jean Carlos estava desaparecido desde o dia 18 de abril e a família espalhou avisos em redes sociais.
O corpo foi encontrado enterrado em uma praça no bairro Vila Nova.
O advogado Ademir Castanheira Júnior, que faz a defesa de José Peres, informou que vai recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça e aguarda a definição do juiz de Campinas sobre a expedição do mandado. A prisão preventiva é por tempo indeterminado.