A região administrativa de Campinas, que inclui 42 cidades, registrou a maior taxa de letalidade por leptospirose dos últimos 15 anos. Foram notificados 621 casos de leptospirose até novembro deste ano. Deste total, 34 foram confirmados, com sete mortes, o que representa letalidade de 20,59% pela doença. Até então, a maior porcentagem registrada na região era de 16,13%, em 2007.
Os dados são do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Campinas. A leptospirose acontece quando a pessoa tem contato com a urina de animais infectados, principalmente ratos. A doença também pode se manifestar após o contato com água de enchentes, solo ou alimentos contaminados.
A diretora do GVE de Campinas, Márcia Pacóla, destaca que a alta taxa de letalidade é resultado das condições climáticas atípicas registradas neste ano.
O médico infectologista do Hospital da PUC-Campinas, André Bueno, afirma que, em média, somente 10% dos casos da doença evoluem para quadros graves. O maior desafio, porém, é realizar o diagnóstico precoce, que permite o tratamento adequado.
Os principais sintomas da leptospirose são febre, dor de cabeça e dor no corpo, na primeira semana da doença. Nas formas graves, o paciente pode ter insuficiência renal, sangramentos graves, sangramento pulmonar e falta de ar.