Campinas vive uma epidemia de dengue com chances de superar o ano de 2015, quando o município registrou o maior número de pacientes positivados. A informação é do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa).
Em uma análise das 13 primeiras semanas do ano, 2024 já supera em 37% a relação do mesmo período do ano da maior epidemia da história.
A previsão da saúde é que metrópole atinja o pico de transmissão da doença após a segunda quinzena de abril, como explica Fausto Marinho Neto, coordenador do Programa de Arboviroses de Campinas.
O prefeito Dário Saadi completa que, por conta da previsão deste aumento, as próximas semanas são aguardadas com preocupação.
No início de março deste ano, a Prefeitura de Campinas decretou estado de emergência para dengue. A medida permite flexibilização para adoção de ações necessárias, sem a necessidade de licitação. Entre os procedimentos, o direcionamento de recursos financeiros e agilidade na compra de insumos, soro e materiais para nebulização, além de pagamento de horas extras a equipes de saúde.
Desde o início da análise da série histórica, em 2012, o ano de 2017registrou o menor número de casos, foram 170 notificações positivas e nenhuma morte.
Sendo o pior ano até então, 2015 encerrou com 65.754 pacientes que se contaminaram pelo vírus e 22 mortes foram registradas.
Fausto Marinho explica que o clima e o número de vírus circulando são razões para essa diferença no número de casos entre os anos.
A prefeitura de Campinas orienta que qualquer sintoma de degue, como febre e dor no corpo, os moradores procurem atendimento médico.