Uma perícia feita pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) no material aprendido no apartamento que explodiu em Campinas, em fevereiro, identificou ainda intactos 19 quilos de pólvora e 3.988 cápsulas de ignição, substâncias explosivas usadas para recarregar munições.
A suspeita dos investigadores é de que esses produtos possam ter causado o incidente.
Na perícia, o Gate aponta que o material intacto no apartamento estava ativo e oferecia risco. Os 19kg de pólvora encontrados intactos estavam distribuídos em 25 embalagens, incluindo as originais de fábricas e em potes de plástico e recipientes de achocolatado em pó.
Segundo o Gate, a pólvora é um material bastante sensível ao calor e atrito “gerando, em qualquer que seja sua forma de armazenamento, elevado grau de risco”.
As 3.998 espoletas de ignição, de diversas marcas nacionais e estrangeiras, estavam guardadas em caixas de papelão e sacos plásticos.
Investigadores ainda aguardam o laudo da Polícia Científica para saber se havia mais produtos no local que eventualmente possam ter sido consumidos pelo fogo.
A explosão seguida de incêndio aconteceu no dia 24 de fevereiro no apartamento do coronel reformado Virgílio Parra Dias.
Ao todo, 44 pessoas que estavam em andares superiores foram retiradas do prédio, parte delas por meio de cordas.
O militar tinha licença de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) para manter 86 armas. A Polícia Civil e o Exército investigam ainda se havia um excedente ilegal no local.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que o 1º Distrito Policial de Campinas vai analisar os laudos e mantém diligências para concluir a investigação.
Advogado que representa o coronel Parra Dias, Fernando Capano defende que “não há evidência fechada de que havia pólvora na quantidade mencionada”.
O advogado do coronel afirma, ainda, que acredita na inocência do investigado, e que tudo não passou de um ‘infeliz acidente’.