Após a concretização do acordo entre a mantenedora do Hospital PUC-Campinas e a direção da Maternidade de Campinas, a prefeitura desistiu de usar uma verba do governo federal para construir uma maternidade pública na cidade e atrásra pede que o dinheiro seja direcionado para obras de novos Centros de Saúde e um outro Central de Atenção Psicossocial.
A verba foi pedida por meio do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC Seleções Saúde. O projeto original de Campinas previa dois CSs, dois CAPS e a nova maternidade.
O Ministério da Saúde já liberou R$ 11,8 milhões para construção de novas estruturas para substituir os atuais centros de saúde do Village, em Barão Geraldo, e Boa Esperança, além da construção do CAPS AD III Sul, no Jardim das Bandeiras. O dinheiro deve chegar até o fim do ano.
As novas unidades básicas previstas são para as regiões do Jardim Myrian, Sousas, Jardim Monte Belo, Residencial Terra Nova (no Real Parque, em Barão), Jardim Novo Sol e Vila Pompéia. Já o novo CAPS deve ser direcionado para o Conjunto Habitacional Padre Anchieta.
Segundo a prefeitura, as propostas para seis novos CSs e CAPS já foram habilitadas, mas inicialmente não havia recurso disponível. Com isso, o Ministério da Saúde ainda fará análises sobre o pedido de redirecionamento de recursos realizado pelo Município. Não foi indicado prazo de resposta.
Quando o primeiro pedido foi feito, a Maternidade vivia uma crise financeira grave, com possibilidade de fechar as portas.
Em maio, a Maternidade foi incorporada pela Sociedade Campineira de Educação e Instrução (SCEI), mantenedora da PUC-Campinas e do hospital ligado à universidade. Com isso, os ativos, passivos e gestão foram assumidos pela entidade.