O paratleta Alexandre Galgani, nascido em Americana e morador de Sumaré, conquistou uma medalha inédita para o Brasil nos Jogos Paralímpicos, que acontecem na França.
Ele foi prata na carabina de ar deitado 10m SH2 misto, a primeira medalha brasileira no tiro esportivo da história da participação da delegação.
Em 2002, com 18 anos, Alexandre mergulhou na piscina de casa, bateu a cabeça no fundo e teve uma lesão na coluna, ficando sem os movimentos do corpo.
Na competição deste domingo, Galgani terminou com 254,2 pontos, atrás apenas do francês Tanguy de la Forest, que somou 255,4 pontos e conquistou o ouro. O bronze ficou com a japonesa Mika Mizuta, com 232,1 pontos.
No tiro esportivo, homens e mulheres competem juntos. A categoria SH2, de Alexandre, é para atiradores de carabina que não possuem habilidade para suportar o peso da arma com os braços e precisam de suporte para a arma.
A estreia brasileira no tiro esportivo em Paralímpiadas foi em 1976, mas o país só voltou a ter representantes em Pequim 2008, após 32 anos fora do evento, com Carlos Garletti, que também disputou os Jogos Paralímpicos de Londres 2012 e do Rio 2016.
E foi justamente na Rio 2016 que Alexandre Galgani fez a estreia, junto com Débora Campos e Geraldo Rosenthal. Já nos Jogos de Tóquio 2020, Galgani foi o único representante do país na modalidade.