A Secretaria de Saúde de Campinas realizou nesta terça-feira (1) uma ação de bloqueio seletivo contra coqueluche para estudantes e funcionários do Centro de Educação Infantil (CEI) Bem-Querer Maria de Lourdes Vieira da Silva, no Jardim Nova Europa. A medida ocorreu após a prefeitura identificar um caso suspeito da doença.
Trata-se de uma criança de 2 anos que apresentou os primeiros sintomas em 24 de março, foi atendida pelo SUS Municipal e evoluiu para cura. O exame está em análise pelo Instituto Adolfo Lutz.
Uma equipe da Saúde esteve no CEI e verificou a vacinação de 27 crianças, de 2 a 3 anos, que são da mesma turma da criança que é o caso suspeito de coqueluche. A vacinação foi indicada somente para uma delas.
Os seis funcionários que atuam diretamente com estes alunos foram vacinados.
A prefeitura informou que manterá monitoramento sobre a unidade educacional, mas não há necessidade de ações extras no momento. O bloqueio é um padrão já adotado pela secretaria em casos semelhantes.
A coqueluche é uma infecção respiratória e transmissível. Ela compromete o aparelho respiratório, traqueia e brônquios, e se caracteriza por ataques de tosse seca. A enfermidade é transmitida por tosse, espirro ou fala de pessoa contaminada.
A vacinação é a principal medida preventiva contra sintomas graves da coqueluche. No Brasil, a imunização ocorre com aplicação da pentavalente (disponível no SUS) e hexavalente (rede privada).
Em 2023, a cobertura da dose pentavalente em Campinas ficou em 95,64%, enquanto que no ano passado subiu para 97,49%. A meta é 95% e a dose considerada pela Saúde como indicador no levantamento é a terceira do esquema primário para crianças.