Um estudo realizado em Indaiatuba e coordenado pelo setor de oncologia ginecológica da Unicamp mostrou a eficácia de um novo teste para identificar o vírus do HPV, que causa câncer de colo do útero.
Durante o período de testes, os pesquisadores conseguiram antecipar o tempo de diagnóstico de mulheres que poderiam ter câncer. Essas pacientes descobriram cerca de 10 anos antes que poderiam ficar doentes e tiveram mais tempo para fazer o tratamento.
A coordenadoria do estudo fez um levantamento comparando cinco anos anteriores ao projeto. Entre 2012 e 2016, 41.387 mulheres fizeram papanicolau. Foram diagnosticados 36 casos de câncer, em Indaiatuba. 67% já em estágio avançado. Dez mulheres morreram. De 2017 a 2022, 20.551 mulheres fizeram apenas o teste do HPV. 29 estavam com câncer e 17% em estágio avançado. A maioria (83%) em estágio inicial. Só uma mulher morreu.
Os testes de HPV, em Indaiatuba, serviram de base para o Ministério da Saúde mudar a política de prevenção ao câncer de colo do útero. Os exames devem ser implementados no Sistema Único de Saúde em substituição ao papanicolau ainda neste ano.
Em Indaiatuba, este protocolo já foi definido. As pacientes que procuram atendimento ginecológico no Sistema Único de Saúde da cidade e tem entre 24 e 65 anos, fazem o teste de HPV ao invés do Papanicolau.
Segundo o Ministério da Saúde, todos os anos, são confirmados 17 mil novos casos de câncer de colo do útero e 6500 mulheres morrem por conta dessa doença.
A vacina do HPV está disponível de graça na rede pública de saúde para adolescentes entre 9 e 14 anos.
- com informações EPTV Campinas