Famílias de alunos autistas reclamam falta de auxiliares em sala de aula em Valinhos

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Ouça a reportagem na íntegra.

As mães de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) relatam a falta de professores auxiliares em sala de aula para acompanhamento dos filhos, em escolas de Valinhos. O direito de um auxiliar para esses estudantes é estabelecido por lei no estado de São Paulo. A lei 17.798 diz que o papel do acompanhante é de ajudar na inserção ao ambiente escolar, nas interações sociais e no ensino de modo geral.

Sem a figura do auxiliar, as mães apontam comprometimento no aprendizado e desenvolvimento dos filhos.

Uma dessas mães é a manicure Juliana Mairink. O filho Davi, de 15 anos, foi diagnosticado com TEA e Transtorno Opositor Desafiador (TOD), desde a primeira infância, e está fora da escola porque não tem o professor auxiliar.

Outra mãe que está enfrentando esse problema é a moradora Jéssica Santos, mãe do Igor, de 16 anos. O adolescente é autista nível 1 e tem deficiência intelectual e depressão grave. Apesar de estar matriculado em uma escola da rede estadual, ele não acessa o recurso de apoio com um auxiliar em sala.

Daiany Constantino é mãe da Emanuele, de 8 anos. A criança está na terceira série de uma escola municipal e tem o professor auxiliar apenas alguns dias da semana. A mãe aponta que a frequência do auxílio é insuficiente e que a menina ainda não foi alfabetizada.

O Grupo EP questionou as secretarias de Educação sobre os casos. A Secretaria de Educação de Valinhos disse, sobre o caso da Juliana Mairink, que a legislação determina que o estudante seja matriculado na unidade escolar mais próxima da casa da família, onde houver vaga disponível. O Município informou que foram oferecidas vagas em duas escolas próximas, mas a mãe não aceitou.

Já o Estado informou que o filho dela deixou de comparecer à unidade em junho de 2024, período em que tinha direito à sala de recurso e ao professor de ensino colaborativo, que auxilia na adaptação das atividades. Reforçou que o estudante possuía autonomia e, dessa forma, não necessitava do profissional de apoio escolar. Por fim, disse que a equipe de gestão tentou contato com a família por meio da busca ativa, mas não teve retorno.

Em relação ao caso da Jéssica, a Secretaria do Estado da Educação informou que o jovem voltou às aulas na última quarta-feira (26) e que foi acolhido pela equipe de gestão e pelo psicólogo da unidade. Disse também que o aluno possui autonomia e não há solicitação para a atuação de um profissional de apoio escolar.

Sobre a reclamação da mãe Daiany, a Educação de Valinhos disse que a criança recebe atendimento de um profissional de apoio, conforme determina a legislação.

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