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O número de mulheres investidoras em renda variável bateu recorde no ano passado. O crescimento foi de 7% em dezembro de 2024, comparando com o mesmo período de 2023. O levantamento é da B3, a bolsa de valores brasileira.
No saldo dos últimos cinco anos, o balanço indica que o total de investidoras em renda variável cresceu 85%, na comparação entre dezembro de 2024 com o mesmo período de 2020.
O número também é positivo para os investimentos do Tesouro Direto, com crescimento de 15% na quantidade de investidoras, na comparação de 2024 com o mesmo período de 2023.
Para o assessor de investimentos em Campinas, Felipe Ramalho, esse aumento expressivo é reflexo de uma melhor educação financeira. Além disso, elas costumam se preparar melhor e ter mais controle sobre os investimentos.
No mercado financeiro há 15 anos, ele explica que o cenário nessa época era muito diferente, com uma quantidade baixa de mulheres investindo, se comparada aos homens.
A análise traz ainda o perfil das investidoras, como faixas etárias, ranking por estado e diversificação dos produtos.
De acordo com a bolsa brasileira, as mulheres com idade entre 25 e 39 anos lideram o ranking de investidoras em renda variável. O grupo é formado por mais de 605 mil integrantes. Na sequência, estão as mulheres com idades entre 40 e 59 anos, com mais de 493 mil investidoras.
A advogada de Campinas Marina Bloch faz parte dessa estatística. Ela começou no mundo dos investimentos em 2020 e hoje tem uma carteira diversificada.
Mas nem sempre o pensamento foi de economizar, guardar dinheiro e investir. Marina afirma que enfrentou o consumismo por alguns anos até criar o hábito de investir. Ela conta que o casamento e a maternidade foram decisivos para mudar de pensamento.
Ainda segundo a pesquisa da B3, os estados do Sudeste e Sul lideram o ranking de mulheres investidoras em renda variável. As cinco primeiras posições são ocupadas por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.