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Área de descarte de lixo em Hortolândia deve virar floresta nos próximos anos

Uma área de Hortolândia do Jardim Terras de Santa Maria, que estava sendo usada como ponto de descarte irregular de lixo, receberá uma ação de plantio de árvores. Segundo a

Área de descarte de lixo em Hortolândia deve virar floresta nos próximos anos
Foto: Prefeitura de Hortolândia/Reprodução

Uma área de Hortolândia do Jardim Terras de Santa Maria, que estava sendo usada como ponto de descarte irregular de lixo, receberá uma ação de plantio de árvores. Segundo a ONG SOS Mata Atlântica, o terreno na Rua Atílio de Moraes receberá mudas nativas comumente usadas em um pomar e deve se tornar uma floresta nos próximos anos.

Na área pública serão plantadas cerca de 50 espécies como cambuci, pitanga e uvaia, para compor uma floresta urbana. De acordo com dados da ONG, a cidade de Hortolândia tem menos de 1,5% da Mata Atlântica nativa preservada, como explica o diretor executivo da fundação SOS Mata Atlântica, Luís Fernando Guedes.

O plantio, feito em parceria com a Prefeitura e uma empresa, integra a programação da semana do meio ambiente na cidade.

Segundo o porta-voz da ONG, Campinas tem apenas 8% de área de Mata Atlântica preservada, distribuídas em área como o Bosque dos Jequitibás, a Mata Santa Genebra, e a Área de Proteção Ambiental do Distrito de Sousas.

No país, a Mata Atlântica é o bioma brasileiro mais devastado da história, em toda sua extensão, do litoral sul ao litoral norte, restando somente 24% da cobertura original. O porta-voz da ONG explicou ainda as ações de recuperação realizadas. Locais próximos de rios, por exemplo, recebem o reflorestamento para reconectar áreas de floresta.

Dados do Mapbiomas apontam que pela primeira vez em seis anos, houve queda no desmatamento em todos os biomas. A Mata Atlântica foi o único bioma que se manteve estável em 2024, mas havia apresentado queda no desmatamento de quase 60% no ano anterior.

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