O Ministério Público e o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia de Campinas deflagraram nesta sexta-feira a Operação Pronta Resposta, que desarticulou um plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.
A ação resultou na prisão de dois empresários em Campinas, suspeitos de financiar e estruturar a tentativa de emboscada.
Segundo o Ministério Público, os investigados teriam se associado à liderança do PCC para impedir o avanço da Operação Linha Vermelha, que apura crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada. O grupo teria providenciado veículos, armas e operadores para executar o ataque.
O juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal de Campinas, autorizou três mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão, todos cumpridos nesta manhã. Um dos principais envolvidos está foragido há anos, possivelmente na Bolívia, e é apontado como operador de alto nível do tráfico no Brasil.
Outras ameaças
A tentativa de execução contra o promotor Amauri Silveira Filho não é um episódio isolado. O promotor já havia sido alvo de ameaças graves em 2013 e 2022, após investigações que atingiram integrantes do tráfico de drogas e policiais civis suspeitos de envolvimento com o crime organizado.
Em 2013, Amauri recebeu uma carta com ameaças de morte, fotos da casa dele e de familiares, além de mensagens que citavam o uso de armas de guerra. O remetente se identificava como “chumbo grosso com munições”.
Já em 2022, após a prisão de 23 pessoas — incluindo policiais —, novas ameaças foram feitas. Uma correspondência entregue na sede do MP trazia imagens das fachadas de imóveis onde moram parentes de promotores.