A Vigilância Epidemiológica de Piracicaba confirmou a segunda morte morte por febre maculosa neste ano. A vítima é uma criança do sexo feminino, com idade entre 1 e 9 anos, que morreu em julho. A investigação sobre o local provável de infecção será conduzida pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
A primeira morte do ano foi registrada em junho. Em 2023, foram cinco casos confirmados, com duas mortes. Já em 2024, nenhum caso foi registrado.
A febre maculosa é transmitida pelo carrapato-estrela infectado por uma bactéria e pode ser fatal. O período de maior risco vai de junho a novembro, e em Piracicaba, as margens do rio e a presença de capivaras aumentam a preocupação. Áreas como o bairro Monte Alegre, Ártemis, Piracicamirim, Santa Rita, Rua do Porto e Corumbataí são consideradas de risco e têm placas de alerta.
A Secretaria de Saúde reforça que diagnóstico precoce é difícil, mas essencial. Os primeiros sintomas — febre, dor no corpo, náuseas, vômito e desânimo — podem ser confundidos com outras doenças. O tratamento com antibióticos deve começar nos primeiros dois ou três dias, mesmo sem confirmação laboratorial.
O CCZ realiza ações educativas em escolas e empresas. Solicitações de orientação podem ser feitas pelo SIP 156 ou pelo telefone (19) 3427-2400.
Dicas de prevenção incluem
- Uso de roupas claras e compridas em áreas de risco;
- Verificação de carrapatos no corpo e em animais;
- Remoção cuidadosa do carrapato com pinça;
- Lavagem das roupas em água fervente após exposição.