Uso de dois carros blindados e busca por “operadores experientes” para executar a emboscada com armamentos pesados estão entre detalhes do plano da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar o promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Campinas.
Em entrevista à EPTV Campinas, Amauri destacou que o Gaeco conduzia uma investigação contra a organização criminosa e lavagem de dinheiro, quando os promotores receberam a informação de que investigados e outras pessoas, até então desconhecidas, teriam se articulado para obstruir esse trabalho. O promotor do Gaeco em Campinas disse ainda que há notícia que ele teria sido alvo de vigilância e levantamento de informações, e agora as investigações buscam confirmar o que de fato foi feito. E pontuou a gravidade do plano.
Nesta sexta-feira (29), dois empresários foram presos, suspeitos de financiar o plano da facção criminosa: Maurício Silveira Zambaldi e José Ricardo Ramos. Os investigados atuam nos setores de comércio de veículos e transporte. Um deles foi detido no bairro Cambuí e o outro no condomínio Alphaville.
Um terceiro mandado de prisão foi expedido. Segundo o MP, trata-se de Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”, um dos chefes do PCC. Ele está foragido há anos e pode estar escondido na Bolívia, de onde continuaria comandando atividades criminosas.
O promotor de Justiça Marcos Rioli, que atuou na operação desta sexta, informou que o plano foi descoberto na quarta-feira (27).
O mesmo plano também tinha como objetivo assassinar o comandante de uma polícia de São Paulo, que não teve o nome e a função exata divulgados.
Ainda segundo MP, Maurício foi um dos principais alvos investigados em operação que apura os crimes cometidos pela facção, realizada em fevereiro de 2025, e queria matar o promotor para ‘recuperar prestígio’ no crime.
O que diz a defesa?
A defesa técnica de Maurício Silveira Zambaldi e I. J. F. F. informou que não obteve acesso aos autos da investigação e destacou que os investigados negam qualquer participação em plano que atente contra a integridade física de autoridades.
Já o advogado Pedro Said, que representa José Ricardo Ramos, destacou que acredita na inocência do empresário, disse que ele “jamais aceitaria participar de um plano dessa natureza” e afirma que “provará a inocência dele na Justiça”.
- com informações do g1 Campinas e EPTV Campinas