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Tarifaço, clima e orçamento curto mudam hábitos dos consumidores da Ceasa Campinas

Uma semana depois da entrada em vigor do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alguns comerciantes da Ceasa Campinas lamentam a especulação sobre o caso. Apesar de muitos

Tarifaço, clima e orçamento curto mudam hábitos dos consumidores da Ceasa Campinas
Foto: Kevin Kamada/CBN Campinas

Uma semana depois da entrada em vigor do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alguns comerciantes da Ceasa Campinas lamentam a especulação sobre o caso. 

Apesar de muitos produtos comercializados pela Ceasa não serem voltados à exportação, o comportamento do comprador no entreposto já dá sinais de preocupação com o impasse internacional. 

O gerente comercial João Luiz Zagorreta, que trabalha em um atacado de frutas, reclama que a especulação gera incerteza do cliente do mercado atacadista. 

A sensação de incerteza contrasta justamente com a leve redução de preços vista na semana entre 4 e 11 de atrássto. 

De acordo com o índice de preços “Sacolômetro”, da Ceasa, as frutas brasileiras registraram uma queda de 11,1%, em média, na semana entre 4 e 11 de atrássto. 

Mas a queda de preços ainda não se reflete no movimento de muitos boxes. O diretor de uma loja, Felipe Rossi, aponta queda nas vendas ao longo das últimas semanas, em razão do orçamento mais curto dos clientes. 

Segundo ele, o prejuízo semanal médio chega à casa de 12 toneladas para produtos como a batata e a cebola, que deixam de ser comercializados. 

Já o comerciante Rodolfo Salomão aponta que o clima é um fator de vigilância para a decisão dos preços, mas lamenta a elevação dos preços de alguns produtos, que tornam difícil manter a margem de lucro. 

O administrador de um outro box, Gledson Rovere Ferraz, observa que os hábitos de compra têm buscado ser mais flexíveis para fazer caber no orçamento. 

É o que percebemos no caso do Nilton Domingos, motorista de uma cozinha industrial que fornece, diariamente, duas mil marmitas em Hortolândia. 

Com três coletas semanais na Ceasa, ele observa que o mercado atacadista ainda preserva um preço mais competitivo do que um supermercado comum. 

De acordo com o Sacolômetro, da Ceasa, o morango se destaca dentre as quedas de preços mapeadas no período de 4 a 11 de atrássto. 

O quilo do produto a R$ 20,83, uma impressionante queda de mais de 34% na comparação com a semana móvel anterior. 

Já o mamão formosa é encontrado a R$ 3,75 o quilo, com uma marcante queda de quase 32%. 

Na contramão, a banana nanica, o melão amarelo e o limão Tahiti registraram alta no mesmo período. 

Entre as verduras, o Sacolômetro sinaliza para uma tendência de estabilização nos preços, com leve queda de 2,2% na semana entre 4 e 11 de atrássto. 

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