A Emdec remanejou, ao longo de 2025, radares de fiscalização eletrônica em Campinas para reforçar a segurança viária sem ampliar o número de equipamentos na cidade. A estratégia prioriza pontos com maior risco de acidentes, especialmente nas proximidades de terminais e estações do BRT, onde há grande circulação de pedestres e usuários do transporte público.
O número total de radares em operação no município segue em 144. A redistribuição dos equipamentos tem como foco a prevenção de sinistros em locais considerados críticos do trânsito urbano, sem caráter arrecadatório.
De acordo com a Emdec, os radares foram retirados de vias onde o papel preventivo já havia sido cumprido e reinstalados em áreas com maior circulação de pedestres e usuários do transporte coletivo. A empresa municipal destaca que a fiscalização eletrônica é uma das principais ferramentas para coibir comportamentos de risco no trânsito.
Dados da própria Emdec indicam que menos de 1% dos motoristas que passam pelos pontos fiscalizados acabam sendo autuados, o que reforça o caráter educativo e preventivo da medida. Em 2025, parte dos equipamentos remanejados foi instalada em avenidas estratégicas, como a John Boyd Dunlop, considerada a mais perigosa de Campinas.
Nos últimos três anos, a John Boyd Dunlop concentrou mais de 9% das mortes registradas em vias urbanas da cidade. Apesar disso, após intervenções viárias e reforço na fiscalização, o número de óbitos caiu 46%, passando de 13 em 2021 para sete em 2024.
Além do remanejamento de radares, a Emdec também ampliou a fiscalização remota, intensificou operações integradas com as forças policiais, reforçou a sinalização viária e promoveu campanhas educativas. A combinação dessas ações busca reduzir comportamentos de risco e salvar vidas no trânsito de Campinas.




