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Após 3 anos sem ver o filho, brasileira conquista guarda no Egito

O filho de Karin Rachel Aranha Toledo foi levado pelo pai para o Egito em 2022, e, desde então, ela tenta revê-lo e luta para recuperar a guarda da criança,

Após 3 anos sem ver o filho, brasileira conquista guarda no Egito
Foto: Arquivo pessoal

O filho de Karin Rachel Aranha Toledo foi levado pelo pai para o Egito em 2022, e, desde então, ela tenta revê-lo e luta para recuperar a guarda da criança, hoje com 7 anos.

Karin morava em Valinhos com o filho e o marido. Em setembro de 2022, ao voltar de uma viagem, descobriu que o marido tinha levado o menino, então com 4 anos, para o Egito sem autorização.

No Brasil, a Polícia Federal chegou a investigar o caso e a Justiça Federal de Campinas determinou a prisão preventiva do ex-marido Karin fez o pedido para ter a guarda da criança no Egito e se mudou para o país há 1 ano e meio para acompanhar o processo.

A sentença, anunciada em 26 de novembro de 2025, reverteu a decisão de primeira instância que havia retirado a guarda de Karin e transferido o menino para a avó paterna, sob a alegação de que a mãe era “inapta para cuidar do filho e inadequada para exercer a guarda da criança.

A decisão ainda reconhece que Karin se converteu ao Islã em julho de 2024, desmontando a alegação de que ela representaria risco à formação religiosa da criança.

O tribunal determinou que Adam deve ficar sob a guarda da mãe e condenou os réus ao pagamento das custas processuais e honorários de advogados nas duas instâncias.

Enquanto aguarda os próximos passos e sem permissão para trabalhar no país, ela vive de doações no Egito e conta com ajuda de pessoas que se solidarizaram com a história.

Segundo a campineira, o ex-marido tem prazo para entregar o menino e isso pode ser feito inclusive por meio de ação de busca e apreensão. A brasileira disse ainda que o Ministério da Justiça Egípcio, a embaixada brasileira e outros órgãos já estão cientes e preparados para atuar.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou que “os esforços do Estado brasileiro têm-se concentrado na tramitação diplomática dos pedidos para o Egito, na tentativa da resolução desse caso”.
Já o Ministério das Relações Exteriores reforçou que acompanha o caso através da Embaixada do Brasil no Cairo, em contato com as autoridades locais, e que presta assistência consular à criança e à família.

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