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Bullying vira crime e registros mais que dobram em escolas do estado

O número de boletins de ocorrência por bullying registrados em escolas do estado de São Paulo mais que dobrou após a prática passar a ser considerada crime, em janeiro de

Bullying vira crime e registros mais que dobram em escolas do estado
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O número de boletins de ocorrência por bullying registrados em escolas do estado de São Paulo mais que dobrou após a prática passar a ser considerada crime, em janeiro de 2024. Dados obtidos pelo Grupo EP, por meio da Lei de Acesso à Informação junto à Secretaria de Segurança Pública, apontam um aumento expressivo nos registros nos dois últimos anos.

No ano em que a lei entrou em vigor, em 2024, foram contabilizados 16 boletins de ocorrência em escolas de todo o estado. Já em 2025, esse número subiu para 41 registros, o que representa um crescimento de 156%.

Por trás das estatísticas estão histórias de violência que vão além das chamadas “brincadeiras”. Famílias relatam casos de agressões físicas, constrangimentos frequentes e impactos emocionais duradouros em crianças e adolescentes vítimas de bullying dentro do ambiente escolar.

Em muitos casos, as vítimas apresentam algum tipo de condição que as torna ainda mais vulneráveis, como dificuldades de comunicação ou de compreensão de contextos sociais, o que acaba sendo usado como motivo para zoações e exclusão por parte de colegas.

Desde janeiro de 2024, a legislação brasileira passou a enquadrar o bullying como crime. A lei prevê punições não apenas para quem pratica as agressões, mas também para quem se omite diante das situações. As vítimas ou responsáveis podem procurar a polícia para registrar boletim de ocorrência sempre que a violência ultrapassar os limites.

Especialistas apontam que o aumento nos registros também reflete uma maior conscientização da população sobre os direitos das vítimas e sobre a importância de denunciar. Além da responsabilização legal, eles defendem ações preventivas, com participação de escolas, famílias, crianças e adolescentes, para enfrentar o problema de forma mais ampla.

O crescimento dos boletins de ocorrência indica que o bullying deixou de ser tratado como algo banal e passou a ser reconhecido como uma violação de direitos, exigindo resposta do poder público e de toda a comunidade escolar.

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