Campinas fecha 2025 com um dos metros quadrados mais caros do estado

Campinas fechou 2025 com preço médio de venda de imóveis residenciais em R$ 7.540 por metro quadrado, de acordo com o levantamento FipeZap, que acompanha anúncios em 56 cidades brasileiras. A alta no ano passado foi de 9,02%, abaixo de 2024, quando chegou a 11%, mas ainda acima da inflação oficial do país, que ficou em 4,18%, segundo o IPCA.

Na prática, esses números têm impactado diretamente os planos de quem quer sair do aluguel ou investir no mercado imobiliário. O advogado Guilherme comprou um imóvel na planta e está prestes a se mudar, mas precisou reduzir o tamanho do apartamento para conseguir fechar o negócio. Inicialmente, a ideia era adquirir um imóvel maior, mas os valores não cabiam no orçamento familiar.

Além do preço elevado, as condições de pagamento e os juros também pesaram na decisão, especialmente nos imóveis na planta, que exigem planejamento financeiro mais cuidadoso por parte dos compradores.

Depois de quase dez meses de procura, a administradora Renata também precisou rever o planejamento inicial. A intenção era comprar um imóvel pronto, mas a dificuldade para dar entrada levou à escolha de um apartamento ainda em construção, com maior possibilidade de parcelamento.

Especialistas do setor explicam que o preço elevado dos imóveis em Campinas está diretamente ligado ao perfil econômico da cidade. O município concentra importantes rodovias, como Anhanguera, Bandeirantes e Fernão Dias, além de abrigar o Aeroporto Internacional de Viracopos, um dos principais hubs logísticos do país, e uma forte presença do setor bancário e empresarial.

O valor médio de R$ 7.540 por metro quadrado, no entanto, esconde diferenças significativas entre os bairros. Regiões como Cambuí e Nova Campinas registram valores bem acima da média, enquanto bairros como Jardim Garcia e Jardim Londres oferecem imóveis com preços mais acessíveis.

Segundo o mercado imobiliário, nem toda alta do índice significa, necessariamente, imóveis mais caros em todas as regiões. Em alguns bairros, houve valorização impulsionada pela maior procura por casas em condomínios, enquanto áreas com maior oferta de apartamentos de padrão médio registraram estabilidade nos preços entre 2024 e 2025.

Mesmo com os valores elevados, especialistas afirmam que ainda há espaço para negociação, principalmente para quem tem tempo, pesquisa bem e não tem pressa para fechar negócio.

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