O número de crianças e adolescentes desaparecidos no estado de São Paulo voltou a crescer e preocupa autoridades e famílias. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública mostram que, em 2025, foram registrados 5.015 desaparecimentos de jovens de zero a 17 anos, o que representa uma média de 14 casos por dia.
Ao todo, São Paulo encerrou o ano com 20.546 pessoas desaparecidas. Desse total, 24,5% correspondem a crianças e adolescentes. O volume representa um aumento de 4,33% em relação a 2024, quando foram contabilizados 4.807 registros nessa faixa etária.
A maioria dos casos envolve meninas. Em 2025, foram 3.204 ocorrências desse grupo, contra 1.809 envolvendo meninos. Em dois registros, o sexo não foi informado. O mês de março concentrou o maior número de desaparecimentos, com 511 casos.
Apesar do crescimento nos números, a polícia destaca que grande parte dos desaparecimentos é solucionada rapidamente. Na região de Campinas e cidades vizinhas, ocorrem, em média, de três a quatro registros por dia, e cerca de 90% das crianças e adolescentes são localizados em menos de 24 horas.
As autoridades reforçam que não existe prazo mínimo para comunicar o desaparecimento. Qualquer mudança repentina na rotina, como o atraso incomum no retorno para casa, já é motivo suficiente para acionar a polícia. Quanto mais rápido o caso é comunicado, maiores são as chances de localização.
Outro ponto de atenção é a prevenção. Muitos desaparecimentos estão relacionados a conflitos familiares, desentendimentos domésticos ou problemas no ambiente escolar. O acompanhamento da rotina, das amizades e do uso das redes sociais é apontado como fundamental para reduzir os riscos.
O registro do boletim de ocorrência é indispensável e pode ser feito em qualquer delegacia ou de forma online, por meio da Delegacia Eletrônica, no site da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. A orientação é agir rapidamente para evitar que a angústia das famílias se prolongue.