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Comunidade de Joaquim Egídio reclama fechamento de viela com muro

Moradores de Joaquim Egídio, em Campinas, denunciam o fechamento de uma viela que, de acordo com a população, é usada há décadas para a passagem de pedestres pelo bairro. A

Comunidade de Joaquim Egídio reclama fechamento de viela com muro
Foto: Aline Albuquerque/CBN Campinas

Moradores de Joaquim Egídio, em Campinas, denunciam o fechamento de uma viela que, de acordo com a população, é usada há décadas para a passagem de pedestres pelo bairro. A travessa, localizada em frente à rua Eugênio José Vicentini, foi fechada com um muro há cerca de 15 dias.

Os residentes explicam que a viela liga uma a comunidade a partes importantes do bairro, como à igreja de São Joaquim e São Roque, unidades de ensino, como uma creche e escola estadual, além do próprio centrinho de Joaquim à residência de idosos.

Com o fechamento do trecho, que garantia o acesso a esses locais com uma travessia de cerca de 100 metros, a caminhada ficou mais longa, uma média de 800 metros.

Muro viela Joaquim Egídio
Foto: Aline Albuquerque/CBN Campinas

A professora aposentada Maria da Piedade é uma das moradoras que costumava ter a viela como trajeto para acessar a outra parte do bairro. Ela explica que o muro foi construído sem qualquer consulta aos moradores.

Os moradores alegam ainda que, no passado, a viela teria recebido intervenções da prefeitura, como asfalto e uma entrada da passagem.  

Segundo um dos representantes da comunidade, Pedro Rigatto, a situação tem gerado confusão e insegurança jurídica. Isso porque a parte inferior da viela, onde antes havia lotes pouco ocupados, acabou sendo usada de forma contínua pela população.

Muro viela Joaquim Egídio
Foto: Aline Albuquerque/CBN Campinas

Diante do fechamento, os moradores se mobilizaram e organizaram um abaixo-assinado que já ultrapassa mil assinaturas, cobrando providências do poder público e a reabertura do caminho.

Impasse com área privada

O assunto foi debatido em uma reunião com o subprefeito Maurício Lopes e a vereadora Débora Palermo. Fiscais de diferentes setores da prefeitura teriam feito uma vistoria preliminar e a viela estaria dentro do padrão técnico.

Muro viela Joaquim Egídio
Foto: Aline Albuquerque/CBN Campinas

A Administração Municipal teria prometido avaliar o impacto social da passagem. O subprefeito afirma que contatou os proprietários dos dois terrenos em que a parte fechada da viela está situada. Porém, não houve acordo sobre a reabertura da área privada.

A Prefeitura de Campinas informou, em nota, que o muro está inserido em área de propriedade particular, conforme apontam vistoria técnica e registros das Secretarias de Urbanismo e de Planejamento e Desenvolvimento Urbano.

Muro viela Joaquim Egídio
Foto: Aline Albuquerque/CBN Campinas

O Município informou que não há irregularidade no fechamento feito pelos proprietários, mas que novas alternativas para o deslocamento dos moradores estão em estudo, porém sem prazo para implementação.

Sobre o asfalto feito no trajeto, o Executivo acrescentou que não há registro de que essa pavimentação foi feita pela Prefeitura de até pelo menos 2013.

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