Equipes da CPFL Paulista, com apoio da Polícia Civil, encontraram irregularidades na instalação elétrica de um bar tradicional no Centro de Campinas. O nome não foi divulgado. A inspeção identificou adulteração nos circuitos internos do medidor eletrônico, o que reduzia artificialmente o consumo registrado. Segundo a CPFL, o desvio estimado é de 74,3 megawatts-hora, quantidade suficiente para abastecer 37 casas durante um ano.
A Polícia Científica periciou o equipamento. A CPFL regularizou a medição e repassou aos responsáveis os valores calculados pela fraude. Eles foram levados à delegacia, e a empresa registrou boletim de ocorrência.
A distribuidora informou que tem intensificado as inspeções com apoio das autoridades para combater furtos de energia. As ações usam ferramentas como inteligência artificial para identificar mudanças no padrão de consumo e sistemas de medição blindada para grandes clientes.
Fraudes desse tipo sobrecarregam a rede e podem afetar o fornecimento para outros consumidores. Também podem encarecer a tarifa, porque a Aneel distribui parte dos prejuízos causados pelas chamadas perdas comerciais na revisão tarifária das distribuidoras.
Fraudar ou furtar energia é crime previsto no Código Penal, com pena de um a quatro anos de detenção. Além disso, o responsável precisa pagar o valor referente ao período do desvio, com multa.