O mês de dezembro termina com menos chuvas do que a média histórica. Dados do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) mostram que a precipitação acumulada foi de 170 milímetros.
O índice esperado era de 205 milímetros. Mas esta não foi uma exclusividade do último mês do ano. Ainda de acordo com o centro de pesquisas, só abril e outubro de 2025 registraram índices dentro ou acima da média.
O respiro nos índices de chuva aconteceu nos três últimos dias do ano. Segundo o Cepagri, foram 56,6 milímetros registrados nas últimas 24 horas de 2025.
Dezembro também terminou com um triste registro: foi um dos meses mais quentes desde o início da série histórica, há 20 anos. Os termômetros registraram temperatura média de 26,8ºC, dois graus acima do padrão histórico.
Foi o mês em que a cidade registrou recordes de temperatura. No último domingo do ano, 28 de dezembro, os termômetros registraram 36,5ºC pela primeira vez na história.
Se chove menos, a consequência também atinge os reservatórios de água. O maior deles é o Cantareira, responsável pelo abastecimento da Grande São Paulo e da Região Metropolitana de Campinas, e que abre 2026 com 20,1% de capacidade. Há um ano, o índice era de pouco mais de 50%.
Todo esse cenário é agravado pela ocorrência das ondas de calor. Como é praticamente impossível prever quando deve acontecer a próxima, o Governo de São Paulo recomenda o uso consciente da água.




