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A campanha janeiro roxo, realizada ao longo deste mês, reforça o alerta sobre a hanseníase e a importância do diagnóstico precoce da doença. A iniciativa busca orientar a população, combater a desinformação e reduzir o preconceito que ainda cerca o tema.
Segundo dados da Secretaria de Saúde de Campinas, o município registrou aumento no número de diagnósticos de hanseníase de um ano para o outro. Em 2024, foram confirmados 27 casos, enquanto em 2025 o total chegou a 30 diagnósticos, o que representa um crescimento de aproximadamente 11% no período.
A médica infectologista da Secretaria de Saúde, Valéria Almeida, explicou que a doença ainda é um problema de saúde pública no Brasil.
Além do público em geral, a campanha também é voltada aos profissionais de saúde, com a recomendação de que o exame de pele seja realizado durante atendimentos nas unidades básicas de saúde sempre que houver suspeita clínica.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Os sintomas podem demorar anos para aparecer e em alguns casos, até uma década após o contágio, o que reforça a necessidade de atenção aos sinais iniciais.
A transmissão acontece pelas vias respiratórias, principalmente em ambientes fechados e com pouca ventilação, quando há contato próximo e prolongado com uma pessoa que ainda não iniciou o tratamento. Não há risco de transmissão por contato físico, como abraço ou aperto de mão, nem pelo compartilhamento de objetos pessoais.
Manchas na pele com alteração de sensibilidade, formigamento, dor ao longo dos nervos, perda de força e caroços pelo corpo estão entre os principais sinais da doença. Diante de qualquer suspeita, a orientação é procurar uma unidade de saúde.
O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para interromper a transmissão e evitar complicações.




