Um estudo da Emdec mostrou que os radares instalados em Campinas ajudaram a salvar vidas. Nos 32 pontos analisados, houve queda de 77,8% nas mortes em acidentes. Antes da instalação, foram nove mortes; depois, duas.
O levantamento comparou ocorrências registradas em um raio de 100 metros dos novos radares, considerando períodos iguais antes e depois da ativação. No total, os sinistros caíram 44%, passando de 151 para 85. Os acidentes sem vítima diminuíram 46,7% e os com vítima, 37,5%. O número de atropelamentos se manteve estável.
Na Avenida John Boyd Dunlop, onde foram instalados 14 pontos, a redução foi ainda maior: nenhum óbito após os radares, contra cinco antes. Os atropelamentos também foram zerados. A via é alvo da campanha JBD Morte Zero e apresentou queda de 46% nas mortes desde 2021.
O contrato atual tem 144 pontos de fiscalização. Entre os novos, seis monitoram excesso de velocidade e 26 também fiscalizam avanço de sinal e parada sobre a faixa de pedestres. Menos de 1% dos motoristas que passam pelos radares são multados.
A instalação dos equipamentos foi definida com base nos índices de acidentes. As avenidas Amoreiras, John Boyd Dunlop e Ruy Rodriguez, que receberam corredores BRT, estão entre as mais perigosas da cidade e concentraram 14% das mortes entre 2022 e 2024.
Em 2025, velocidade e desrespeito à sinalização causaram 19 mortes em Campinas. Até novembro, foram 127 vidas perdidas no trânsito, sendo 66 em áreas urbanas e 60 em rodovias.