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Ex-servidora da Unicamp acusada de fraudes na Fapesp é localizada no Reino Unido

A Justiça de Campinas determinou medidas para tentar prender e extraditar Ligiane Marinho de Ávila, ex-servidora da Unicamp acusada de desviar mais de R$ 5 milhões de projetos científicos da Fapesp. A

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Ligiane Marinho de Ávila. Foto: Reprodução/EPTV

A Justiça de Campinas determinou medidas para tentar prender e extraditar Ligiane Marinho de Ávila, ex-servidora da Unicamp acusada de desviar mais de R$ 5 milhões de projetos científicos da Fapesp. A decisão foi assinada no dia 13 de janeiro pela juíza da 5ª Vara Criminal. 

O documento aponta que a Polícia Federal informou a possível localização de Ligiane no Reino Unido e orientou sobre os procedimentos para cooperação jurídica internacional.  

O Ministério Público pediu que a serventia judicial entre em contato com o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça, para obter a lista de documentos exigidos e preencher o formulário necessário para o cumprimento do mandado de prisão e eventual extradição. O pedido foi aceito pela juíza. 

Ligiane é considerada foragida desde fevereiro de 2024, quando deixou o Brasil um mês após os desvios serem descobertos. Ela é ré por peculato e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, entre 2018 e 2023, movimentou mais de R$ 6,6 milhões na conta pessoal, usando notas fiscais falsas para justificar gastos em projetos financiados pela Fapesp. 

A apuração indica que ela abriu uma empresa em 2018 e usou o próprio CNPJ para emitir dezenas de notas fiscais fraudulentas, apresentadas como prestação de contas à fundação. Os documentos registravam serviços que nunca foram realizados e compras inexistentes de materiais e manutenção de equipamentos. 

Parte do dinheiro também foi usada para comprar quase R$ 100 mil em moeda estrangeira, entre junho e julho de 2023. A investigação mostra que Ligiane tinha acesso às contas dos projetos e realizava transferências com senha e cartão dos pesquisadores, mas até atrásra não há indícios para denunciar os docentes. 

O mandado de prisão preventiva está ativo no Brasil e no exterior. A Justiça determinou que todas as providências sejam adotadas para viabilizar a cooperação internacional e o cumprimento da ordem judicial. 

A defesa de Ligiane afirma que todos os fatos sobre o desvio de verbas serão demonstrados e esclarecidos em audiência de instrução e julgamento prevista para começar no dia 26 de janeiro, e que ela vai comparecer pessoalmente à sessão.  

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