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Homem é condenado a mais de 150 anos de prisão por crimes contra adolescente em Limeira 

Um homem de 33 anos foi condenado a 150 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por crimes contra um adolescente de 13 anos em Limeira. A sentença saiu

Limeira
Foto: Arquivo/CBN Campinas

Um homem de 33 anos foi condenado a 150 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por crimes contra um adolescente de 13 anos em Limeira. A sentença saiu na 2ª Vara Criminal da cidade na sexta-feira. Ele também foi condenado por produzir e vender vídeos ilegais e por favorecer a exploração do adolescente. O nome não foi divulgado para proteger a vítima.

De acordo com a decisão, o homem usou o cargo de coordenador de redes sociais de uma igreja para se aproximar do adolescente, que participava de um grupo de jovens. Parte dos crimes foi confessada, mas a Polícia Civil reuniu provas digitais, extratos bancários e depoimentos que confirmaram os atos entre fevereiro e setembro de 2025, quando ele foi preso.

A Justiça determinou o pagamento de indenização, multa e honorários. O juiz manteve a prisão e negou o direito de recorrer em liberdade.

A decisão destacou que o ambiente religioso foi essencial para o crime. O homem e o adolescente se conheceram durante cultos e atividades da igreja. As ocorrências costumavam acontecer depois das reuniões, quando o homem oferecia carona ou convites para ir até a casa dele.

As investigações encontraram mensagens em aplicativos sobre negociações de vídeos, valores, orientações e pedidos feitos ao adolescente. As provas financeiras mostraram transferências frequentes via Pix, que o adulto chamava de salário, além de descontos quando o adolescente se recusava a seguir as ordens.

Segundo a sentença, o homem também mantinha controle por meio de pagamentos em dinheiro, moedas virtuais para jogos, roupas e presentes. Ele contava à mãe do adolescente que os valores eram por um trabalho nas redes sociais.

O esquema foi descoberto quando a mãe do adolescente viu mensagens no computador da casa. Ela denunciou o caso após confirmar a situação com o filho e entregou o celular para a Polícia Civil.

O juiz afirmou na sentença que o comportamento do homem mostrou risco de repetição e necessidade de afastamento do convívio social.

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