A reforma do Imposto de Renda (IR) entrou em vigor na última semana. O novo modelo aumenta a faixa de isenção para cerca de 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês e traz mudanças relevantes tanto para os trabalhadores quanto para investidores e contribuintes de alta renda.
As novas regras afetam desde a retenção mensal no salário até a tributação de dividendos. A principal mudança é a ampliação da faixa de isenção para quem tem renda mensal de até R$ 5 mil, que passa a ter isenção total do Imposto de Renda.
Atualmente, a isenção vai apenas até dois salários mínimos (R$ 3.036). Quem ganha até R$ 5 mil pode economizar até R$ 4 mil por ano, considerando o décimo terceiro salário. Quem detalha as mudanças é o advogado especialista em tributação, Eduardo Rodrigues.
A reforma cria uma faixa intermediária de alívio tributário. Para quem recebe de R$ 5.000,01 a R$ 7.350 por mês: há a isenção parcial, com desconto decrescente no imposto. E para quem ganha acima de R$ 7.350: nada muda; segue a tabela progressiva atual, com desconto de até 27,5%.
Em relação à Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, nada muda para o documento deste ano, porque a declaração se refere ao ano-base 2025. Somente em 2027 (ano-base 2026), o novo modelo de IR será ajustado definitivamente na declaração.
Para compensar a perda de arrecadação, quem ganha a partir de R$ 50 mil por mês passará a pagar mais Imposto de Renda, assim como parte das pessoas que recebem dividendos. Ao todo, 141 mil brasileiros, segundo o governo, passarão a pagar mais Imposto de Renda.




