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Justiça arquiva processo contra vereador Otto Alejandro; pedido foi do MP 

O Ministério Público solicitou o arquivamento do caso de violência doméstica envolvendo o vereador Otto Alejandro (PL), de Campinas. A ação foi acolhida pela Justiça uma vez que a própria vítima

Justiça arquiva processo contra vereador Otto Alejandro; pedido foi do MP 
Foto: Divulgação

O Ministério Público solicitou o arquivamento do caso de violência doméstica envolvendo o vereador Otto Alejandro (PL), de Campinas. A ação foi acolhida pela Justiça uma vez que a própria vítima manifestou interesse pelo arquivamento. 

O pedido teve como base a retratação da namorada do parlamentar, que inicialmente havia denunciado ofensas verbais e ameaça de morte. Em documentos que a CBN Campinas teve acesso nesta quarta-feira a vítima expressa o desinteresse em relação a imposição de medidas protetivas contra o vereador e pede o encerramento e arquivamento da investigação. 

Já na solicitação feita pelo Ministério Público à Justiça, a promotora de Simone Rodrigues Horta Gomes considera que “a vítima, principal prejudicada e maior interessada, manifestou expressamente desinteresse em dar prosseguimento à persecução penal, tendo, inclusive, se retratado das alegações anteriormente apresentadas, declarando não desejar a continuidade das providências criminais em face do investigado.” 

De acordo com o advogado Ralph Tórtima Filho, que atua na defesa do vereador, a mulher reconheceu que Otto Alejandro não a agrediu. 

No Boletim de Ocorrência feito em novembro de 2025 pela namorada do vereador, ela relatou que Otto teria a agredido fisicamente e verbalmente, além de ameaçá-la de morte e danificar objetos no apartamento onde os dois estavam. O caso aconteceu em um imóvel na rua José de Alencar, no Centro de Campinas.  

A mulher contou que mantinha um relacionamento com o vereador há um ano e meio e que ele costumava ingerir bebida alcoólica com frequência, ficando muito alterado. Ela afirmou que já foi agredida outras vezes, mas não havia registrado boletim anteriormente.  

O caso também respingou na Câmara de Vereadores de Campinas. Uma Comissão Processante chegou a ser aberta, mas em dezembro passado, foi pedido o arquivamento da investigação.  

Na leitura do relatório, o relator Eduardo Magoga (Podemos) reconheceu o argumento da defesa de Otto, que alegou que há falta de provas materiais em razão da retirada do boletim de ocorrência da vítima que pesava contra Otto e do arquivamento da investigação policial. 

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