A intolerância religiosa no Brasil deixou de ser exceção e passou a ser um dado estatístico. De janeiro a outubro de 2024, o disque 100, canal do Governo Federal para denúncias de violações de direitos humanos, registrou 624 denúncias de intolerância religiosa no estado de São Paulo, com 753 violações consumadas.
No mesmo período de 2025, os números cresceram. Foram 696 denúncias e 864 violações. O aumento não é abstrato. Ele tem rosto, endereço e consequências reais.
Em Mogi Mirim, a intolerância chegou ao limite do crime. Miryan de oliveira silva, atendente e praticante da umbanda, foi vítima de intolerância. Por meses, ela teve o muro da casa pichado, recebeu cartas com ameaças de morte, fezes foram jogadas dentro da casa dela… até receber sete facadas de um casal vizinho.
Um caso extremo, mas que revela uma realidade cotidiana para milhares de brasileiros que seguem religiões de matriz africana.
É a partir desse contexto que a CBN lança a série “Liberdade de crer – quando a fé vira alvo de intolerância” . Ela vem para apresentar diferentes tradições religiosas e os caminhos para garantir um direito fundamental: a liberdade religiosa. A proposta é também combater o preconceito que nasce do desconhecimento.
Neste primeiro episódio, vamos falar de umbanda e candomblé. Duas religiões brasileiras, ancestrais, vivas, e ainda profundamente atacadas pelo preconceito.
Ao longo do episódio, especialistas e líderes religiosos reforçam que a criminalização histórica das religiões de matriz africana deixou marcas que persistem até hoje, apesar das garantias legais de liberdade religiosa. A resistência, segundo a pesquisadora Brenda Caranzza, sempre foi o caminho para a conquista de direitos.
A série “Liberdade de Crer – Quando a fé vira alvo da intolerância” propõe justamente romper o ciclo da desinformação, mostrando que a intolerância não nasce da fé, mas do desconhecimento.






