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MPT aponta crescimento nas denúncias de trabalho análogo à escravidão na região de Campinas

Aumento também na assinatura de Termos de Ajuste de Conduta, que passou de 2 para 23 termos firmados
MPT
Foto: Arquivo/CBN Campinas

O Ministério Público do Trabalho (MPT) na 15ª Região registrou um salto no volume de denúncias de trabalho análogo à escravidão na região de Campinas: de 68 em 2024 para 83 em 2025. O balanço da atuação foi divulgado nesta segunda-feira (27).

O dado é acompanhado por uma elevação notável na assinatura de Termos de Ajuste de Conduta (TACs), que passou de 2 para 23 termos firmados. TAC é um acordo extrajudicial que obriga a empresa a corrigir práticas ilegais no trabalho. Se a empresa não cumprir o combinado, o Ministério Público do Trabalho pode levar o caso à Justiça e cobrar multas.

Polos agrícolas e industriais como Ribeirão Preto e Sorocaba registraram 43 denúncias cada em 2025. Bauru também apresentou crescimento, saltando de 17 para 28 denúncias entre os dois anos.

Em uma análise geral, o MPT registrou 240 denúncias em 2024, patamar que permaneceu praticamente inalterado em 2025, com 238 registros. Este dado soma cidades do interior do estado e litoral norte de São Paulo.

As denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma sigilosa pelo portal prt15.mpt.mp.br, pelo aplicativo MPT Pardal ou pelo Disque 100.

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