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Polícia Civil prende suspeito de armazenar óleo de automóveis de forma irregular

Estoque funcionava no bairro Recanto da Fortuna, na região dos Amarais; entenda
Polícia Civil prende suspeito de armazenar óleo de automóveis de forma irregular
Foto: Divulgação/Polícia Civil

A vistoria foi realizada por agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) na tarde de terça-feira (20), em uma empresa localizada no Recanto da Fortuna, na região dos Amarais

No local os agentes encontraram 2.240 litros de óleo guardados em tanques e galões de forma irregular. O objetivo seria o acúmulo e revenda sem autorização. A prática é conhecido no meio criminoso como “baldinho”

O delegado da DIG, Marcel Fehr, explica que o material era extraído ilegalmente das sobras do transporte feito pelos caminhões. 

“As empresas transportam, licitamente, combustíveis e derivados de petróleo em caminhões-tanque de até 15 mil litros, e sempre existe uma pequena sobra que não é descarregada no destinatário. Quando esses caminhões voltam pra sede da empresa, é feita a sucção e o uso de compressores e mangueiras dessa sobra”, descreveu.

No imóvel, os agentes também localizaram 19 tanques vazios e um compressor. Os policiais ressaltam que a falta da estrutura adequada para a contenção dos materiais aumentava o risco de acidentes e de contaminação, já que o óleo aditivo é inflamável. A Polícia Civil apura a possibilidade de mais pessoas fazerem parte do esquema. 

“O homem preso é o motorista que faz o transporte. Ele também é o encarregado de manter a estrutura dessa garagem, porém o próprio proprietário foi visto várias vezes entrando e saindo, então ele sabia que havia esse armazenamento que não faz parte da atividade comercial da transportadora dele. Eles tinham autorização para armazenamento de combustível para o abastecimento dos caminhões”, explicou o delegado da DIG.

Durante a vistoria, os agentes também localizaram um lavador de caminhões aparentemente desativado, mas a caixa de inspeção apresentava óleo e resíduos. 

O responsável pelo espaço foi preso em flagrante e deve responder por crime contra a economia popular e crime ambiental. Ambos são inafiançáveis e, se condenado, o homem pode responder a uma pena de até 10 anos de prisão. 

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