O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Piracicaba e Região cobrou, nesta segunda-feira (19), a apresentação de laudos sobre a água e os alimentos servidos na unidade da Hyundai Mobis, após 81 funcionários apresentarem sintomas de intoxicação alimentar.
Entre os principais relatos estão diarreia, vômito e mal-estar. A suspeita inicial é de contaminação por água ou comida, mas a causa ainda não foi confirmada.
Segundo o presidente do sindicato, Wagner da Silveira, a entidade acompanha o caso desde sábado (17). Os primeiros sintomas teriam surgido na sexta-feira (16). O sindicato afirma que solicitou à empresa os laudos de análise da alimentação e da água e acionou o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).
De acordo com Wagner, os sintomas variaram entre os funcionários. Alguns tiveram quadros mais intensos, enquanto outros relataram apenas desconforto leve e não precisaram de atendimento médico.
Investigação e coleta de exames
A Vigilância Epidemiológica de Piracicaba investiga o caso e coletou amostras de exames dos trabalhadores, que serão enviadas ao Instituto Adolfo Lutz para análise. Em nota, a Prefeitura informou que a Vigilância Sanitária vai realizar inspeção no local.
Os trabalhadores que buscaram atendimento médico foram encaminhados ao Hospital Unimed, onde receberam cuidados e tiveram alta.
O que diz a empresa
Em nota, a Hyundai Mobis afirmou que acompanha com atenção os relatos de possíveis sintomas de mal-estar entre colaboradores da unidade de Piracicaba. A empresa informou que, embora ainda não haja confirmação sobre a origem do problema, adotou medidas preventivas e comunicou o caso às autoridades competentes, incluindo a Vigilância Sanitária e a Prefeitura.
A fabricante informou ainda que realizou desinfecção no restaurante corporativo, reformulou o cardápio, priorizando alimentos com menor risco de contaminação, e reforçou os procedimentos de higienização em todas as áreas da unidade.
Segundo a empresa, também foram verificados os níveis de cloro dos bebedouros e toda a água utilizada na unidade, inclusive para consumo humano e preparo de alimentos, é proveniente exclusivamente do sistema público municipal, sem uso de poços ou fontes alternativas.
A Hyundai Mobis afirmou, por fim, que monitora atendimentos em hospitais e prontos-socorros da cidade para identificar se há registros de sintomas semelhantes na população em geral.