A Defesa Civil de Campinas ampliou, nesta sexta-feira (30), a lista de cidades e regiões em estado de atenção para o risco de acidentes.
A decisão acontece em meio ao alerta para temporais e chuvas persistentes, que é válido pelo menos até terça-feira (2).
Estão nessa lista as cidades das regiões do Circuito das Águas e de Bragança Paulista, Artur Nogueira, Indaiatuba, Itapira, Itatiba, Limeira, Monte Mor, Morungaba, Pedreira, Rio Claro, Santa Bárbara D’Oeste e Vinhedo.
A Defesa Civil também dedica uma atenção especial à região do Campo Grande, em Campinas, também apontada como mais propensa a alagamentos.
Foi o que explicou em entrevista ao CBN Campinas, o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado.
“Considerando que nós temos mais dois ou três dias de chuva, e isso também há perspectiva de se emendar, com a entrada de uma frente fria na próxima semana. Então nós estamos com um momento bastante preocupante atrásra nessa semana e para a próxima”, detalhou.
Sidnei Furtado alertou que um dos problemas mais graves são as quedas de muros.
“Isso é muito preocupante. Só em Campinas, tivemos oito ocorrências nesta semana relacionadas às quedas de muros. Às vezes, um muro com alguma fragilidade pode cair a qualquer momento e pegar uma pessoa”, declarou.
O coordenador regional da Defesa Civil alertou para a recorrência de enxurradas na região.
“É aquela chuva intensa, rápida, que arrasta veículos, e por isso eu falo da importância dos guard-rails. As questões relacionadas a áreas de risco nós temos uma preocupação maior no Circuito das Águas, em Pedreira, a região de Jundiaí, Campo Limpo, Várzea Paulista”, declarou.
Sidnei Furtado alertou para os sinais mais comuns de que uma casa está em risco de desabamento, e relembrou da necessidade de cuidar da limpeza das vielas residenciais.
“Quer ver uma questão? A pessoa está em casa e começa a ver uma água infiltrada e uma água barrenta. Está tendo alguma infiltração. Pode ter uma queda de muro, pode ter uma infiltração que pode, inclusive, provocar o colapso da residência. Aquele escoamento de água que, às vezes, fica entupido no quintal. Às vezes tem algumas [vielas] que passam até debaixo da casa e está obstruído. Quando há uma chuva excessiva, ela vai se acumulando e pode derrubar parede, muro, pode ter uma consequência mais grave que a pessoa não tem a percepção disso”, destacou.
Ao menor sinal de um desses riscos, o morador das cidades da região pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 em caso de alagamentos, inundações e quedas de árvores, e os Bombeiros, pelo 193, para qualquer tipo de situação de emergência.
Em Campinas, as ocorrências de trânsito podem ser reportadas à Emdec pelo telefone 118.
