Após duas mortes por quedas de árvores em menos de um mês em Campinas, a prefeitura resolveu fechar todos os parques e praças de esportes como medida preventiva. Além disso, determinou que, quando houver a reabertura, os parques serão fechados sempre que houver um acumulado de chuva de 80mm em 72h. A justificativa é que o solo encharcado favorece a queda de árvores, já que prejudica o apoio delas no solo.
Porém, há grandes áreas arborizadas da cidade que não tem como serem fechadas, como as praças, por exemplo. E diante dessas duas mortes ocorridas recentemente na cidade, será que a população se sente segura nas praças? Na praça Arautos da Paz, no Taquaral, várias árvores caíram durante as chuvas de 17 de janeiro. No local o movimento de pessoas caminhando e andando de bicicleta é intenso. E frequentadores, como o transportador escolar, Paulo Dutra, e o aposentado Renato Bomer, não se mostraram preocupados. Na Arautos as árvores ficam mais afastadas das ruas do entorno, circundando mais as ciclovias, e boa parte das árvores tem um porte pequeno ou médio.
Mas há praças, como a Carlos Gomes, no Centro, com grandes palmeiras imperiais e figueiras, inclusive algumas com galhos sobre vias, como a rua Irmã Serafina. A Praça Santa Cruz, no Cambuí, tem diversas árvores altas, e no local há um playground, além de uma academia ao ar livre. Entre estes dois locais há grandes árvores, inclusive algumas apresentam inclinações. A movimentação na praça costuma ser intensa. A aposentada Inesita Bassi levou a neta para brincar no parquinho, mas afirmou que só atendeu aos pedidos da criança por não chover há alguns dias, e mesmo assim ela afirma ficar receosa. Ela relatou que já viu dois galhos de árvores caírem no playground, e lembrou que recentemente houve uma queda de árvore sobre um quiosque próximo à praça.
A CBN questionou a Prefeitura sobre se alguma medida preventiva seria tomada em relação às árvores em praças, e obteve a seguinte resposta:
“As árvores das praças abertas estão sendo avaliadas pelas equipes da Secretaria de Serviços Públicos. Se necessário, recebem poda ou outro tipo de intervenção. O risco de queda de árvores nesses locais é bem menor em relação aos fragmentos florestais, como há nos parques. As praças, pelas características que possuem, têm um solo mais impermeabilizado, com menos capacidade de encharcamento. Porém, caso seja preciso, o isolamento de alguma área pode vir a ser feito.”