Cria Periferia: tatuador no Campo Grande supera estigma do bairro e se torna empreendedor

Foto: Reprodução/EPTV

Luan Viana trabalha com tatuagem há pouco mais de 10 anos. Começou com uma brincadeira na escola, e o pessoal dizia que ele levava jeito.

Ele conheceu, então, um amigo que tinha um estúdio bem ao lado da Praça da Concórdia, na região do Campo Grande. Até que esse amigo parou de tatuar, e foi aí que ele teve a oportunidade de assumir o negócio.

Quem trabalhava no mesmo espaço era o Gustavo Santos da Silva, que começou uma parceria com Luan e a partir daí começou a agregar ainda mais pessoas.

O estúdio surgiu no primeiro andar do sobrado. Era apenas uma sala pequena, sem a melhor estrutura. Mas aí veio a pandemia. Luan teve que começar a trabalhar como motoboy para conseguir dar conta das contas.

Ainda que parte do sonho tenha se realizado, há muitos desafios que o Luan e as pessoas que colaboram no estúdio enfrentam. Um deles é a dificuldade de fortalecer o nome dentro do próprio território em que estão atuando.

E é esse estigma que tenta ser derrubado: o de que “quem empreende na periferia encontra ainda mais desafios, especialmente quando se compara com um shopping ou um centro de compras mais estruturado”. Mas, existe um fato que ainda é muito forte. A analista de negócios Samara Messias Santos lembra de um estudo da Fundação Getúlio Vargas, que aponta que os empreendedores periféricos ganham até 37% menos em comparação aos comércios instalados em outros locais.

Hoje, Luan e mais quatro pessoas tocam o estúdio oferecendo serviços de corte de cabelo, dread, tranças, tatuagem e piercing. O objetivo é crescer cada vez mais, e estar na periferia é a grande conquista de quem não quer parar de empreender.

*Por Wesley Justino

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